Nigéria vence Marrocos por 9 a 4 e se sagra campeã da Copa dos Refugiados

Partida disputada ontem no Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu, celebrou integração das nações amigas que receberam refúgio em São Paulo

 

Por Alexandre de Paulo

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Tarde sol, com poucas nuvens, indicava o clima de festa na partida final da IV Copa dos Refugiados, disputada ontem entre Marrocos e Nigéria, no Estádio do Pacaembu, na Capital.

Os nigerianos venceram o jogo por 9 a 4 e se sagraram campeões da competição. Os marroquinos, cujo time é composto também por libaneses e um iraquiano, lutaram bravamente, mas não superaram a velocidade e habilidade dos adversários.

A satisfação estampada nos rostos dos atletas e do público escondia histórias de dor, sofrimento e perdas. Memórias de guerras, perseguição e destruição ficaram para trás.

A cidade de São Paulo, com sua vocação cosmopolita, recebeu, com carinho e alteridade, as nações refugiadas e congregou a todos por meio do esporte mais popular do país, o futebol.

 

O evento, que contou com a participação de 16 países e 240 atletas, é uma iniciativa da ONG África do Coração e foi realizado pela Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Esportes. O vereador Caio Miranda Carneiro (PSB) encaminhou emenda à pasta e apoiou a realização. A Secretaria de Diretos Humanos, de Relações Internacionais, Missão Paz, Cáritas Arquidiocesana de São Paulo, Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), Cruz Vermelha de São Paulo, Sesc-SP e as empresas Sodexo e Netshoes uniram forças para viabilizar a Copa IV.

“Somos uma cidade construída por imigrantes de todo o mundo. Esse evento, que já se consolidou no calendário da cidade, reforça essa ideia e mostra a importância de valorizar várias culturas e ajuda a quebrar muitas barreiras e preconceitos que possam existir dentro da nossa sociedade”, disse o vereador.

“O futebol é uma linguagem universal que une os povos, os políticos e as religiões. É uma das coisas que leva ao coração humano”, afirmou o coordenador da Copa dos Refugiados e da ONG África do Coração, o sírio Abdulbaset Jarour.