Dia Internacional da Mulher: ainda existe um longo caminho para a conquista da igualdade de gênero

O respeito às mulheres é essencial numa sociedade civilizada. Você pode ser pai de uma, morar com uma ou nada disso. Mas, definitivamente, você nasceu de uma mulher! Vamos juntos lutar por mais equidade?

 

 

Por Fábio Busian

Foto: Alexandre de Paulo

 

A história mostra que as mulheres tiveram que enfrentar inúmeras barreiras para conseguir seus objetivos.  O próprio Dia Internacional da Mulher, celebrado neste 8 de março, tem origem operária e é lembrado desde o início do século 20, quando trabalhadoras norte americanas e europeias começaram a  reivindicar melhores condições de trabalho, pois as delas eram ainda piores do que as dos homens.

 

No Brasil, o direito ao voto, chamado sufrágio feminino, foi conquistado em 1932, depois de enfrentar resistência entre os parlamentares. E esse preconceito ecoa até os dias atuais: estudos da Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostram que as mulheres brasileiras deveriam ganhar, em média, 10,4% a mais que os homens, por serem mais educadas e experientes.

“Companhias com pelo menos 30% das funções de liderança ocupadas por mulheres podem elevar em até 15% o lucro”, diz Caio

 

“Aqui na Câmara Municipal de São Paulo vemos como as mulheres ainda são minoria. Dos 55 parlamentares, apenas 10 são vereadoras. Mas essa disparidade fica só nos números, pois elas representam muito mais e estão bem mais participativas que a maioria absoluta dos vereadores, atuando em importantes comissões, como a de Constituição de Justiça”, avalia o vereador Caio Miranda Carneiro.

 

Para Caio, a Câmara só prova o que pesquisas internacionais já apontam: mulheres são mais produtivas que os homens. “Um estudo do Instituto Peterson, respeitado internacionalmente, mostrou que companhias com pelo menos 30% das funções de liderança ocupadas por mulheres podem elevar em até 15% o lucro, na comparação com aquelas sem mulheres líderes. Isso prova que capacidade não se mede por gênero”, explica.

 

Como forma de minimizar esses entraves, Caio Miranda apresentou, e conseguiu aprovar na Câmara, a Agenda São Paulo 2030, que adota diretrizes das Organizações das Nações Unidas (ONU) para uma cidade mais sustentável. Entre os pontos principais do texto, existem ações que visam fortalecer a igualdade de gênero, com aplicações em escolas e repartições públicas para dar mais espaço às mulheres em todas as instâncias participativas. “Ainda há muito que se fazer, mas estamos avançando em políticas de igualdade dentro da cidade de São Paulo”, completa.

 

Fontes:

O Globo: Mulheres em cargos de liderança geram 15% mais lucro, aponta estudo

Folha: salário mais baixo para as mulheres reduz o crescimento do País

http://trabalho.gov.br/images/Documentos/Noticias/Mulher_e_trabalho_marco_2016.pdf