Projeto prevê redução de poluentes por frota da prefeitura de São Paulo

De autoria do vereador Caio Miranda Carneiro (PSB), PL quer veículos da prefeitura que rodam pela cidade com menos emissões de poluentes. Aplicação da lei seria de forma progressiva

 

Por Fábio Busian

Foto: Alexandre de Paulo

 

“O exemplo vem de casa”. Essa máxima do dito popular agora pode ser colocada em prática pela Prefeitura de São Paulo. O projeto de lei 405/2017, aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Municipal de São Paulo, prevê a redução da emissão de poluentes pela frota de milhares de veículos de órgãos e secretarias subordinados à prefeitura. Uma forma de iniciar o trabalho de melhoria da qualidade do ar em toda a capital, com a municipalidade dando o chute inicial dessa boa ação.

“Queremos reduzir a poluição do ar em São Paulo, entrando, nas metas estipuladas pela ONU”, disse Caio Miranda Carneiro (PSB)

 

“Vamos analisar ainda o apetite da prefeitura em adotar essa ideia, caso ela seja sancionada. Sabemos que é inviável colocá-la em prática imediatamente, por isso sugerimos uma forma programática. Afinal, se queremos reduzir a poluição do ar em São Paulo, entrando nas metas estipuladas pelas Organizações das Nações Unidas (ONU), temos que começar dando o exemplo no próprio governo. Só assim, a população poderá ser cobrada de agir da mesma forma”, afirma o vereador Caio Miranda Carneiro, autor do projeto.

 

De acordo com o médico Paulo Saldiva, pesquisador da Universidade de São Paulo (USP), cerca de 4 mil pessoas morrem anualmente em consequência de problemas causados pela poluição do ar na capital paulista. O custo da poluição para a saúde, somando-se internações, mortalidade e redução da expectativa de vida, chega a US$ 1,5 bilhão de dólares. “Com esses dados em mãos, não dá para jogarmos o problema para debaixo do tapete. É preciso ações eficazes, como a troca paulatina da frota de ônibus coletivos de São Paulo, que passa de 10 mil unidades movidas a combustíveis fósseis, por exemplo. Nosso projeto não prevê a mudança desses veículos, que são contemplados em outra lei que sou coautor, mas todos os outros automóveis entram. É um começo importante”, avalia Miranda.

 

O próximo passo do projeto de lei é passar pela votação na Câmara, junto aos 55 vereadores, e ir para sanção do prefeito Bruno Covas (PSDB) em seguida.