“Justiça derrapou no caso Lula ao pender ou para a ideologia de Favreto, ou para a causa de Moro” —confira vídeo

Vereador Caio Miranda Carneiro destrincha a crise gerada pela decisão injustificada de soltura de Lula seguida da interferência indevida do juiz da Lava Jato, num poder cuja missão é justamente dar estabilidade

 

 

Da Comunicação

Foto: Alexandre de Paulo

 

Quando parecia não haver mais o que criticar da maneira como o Poder Judiciário brasileiro se autodesautoriza, a tentativa de um desembargador de soltar o ex-presidente Lula, seguida da interferência indevida de um juiz de primeira instância aumentou o passivo de erros da Justiça. Este é o tema do vídeo de opinião desta semana do vereador Caio Miranda Carneiro, que é jurista, além de blogueiro.
No vídeo “Caos no Judiciário”, Caio usa o didatismo gráfico de uma linha do tempo para esclarecer passo-a-passo como a crise se formou, em tom documental e com tempero de suspense, desde a sexta-feira, 06/07, justamente o dia que o país tinha todos os olhos voltados para o jogo da Copa em que a Bélgica despachou a Seleção Brasileira de volta para casa.

“Política e Direito não combinam. Quando a Justiça deixa de ser imparcial, deixa de ser Justiça”, diz Caio

 

Amontoado de equívocos – Foi quando três deputados do PT impetram um pedido de habeas corpus pela soltura do ex-presidente no Tribunal Regional Federal da 4ª Região. “Mas se você acha que pra atingir esse objetivo eles estão buscando produzir provas que inocentem o Lula, pode esquecer. A estratégia foi e continua sendo outra: destruir a credibilidade do Poder Judiciário”, analisa o vereador na abertura do vídeo.
De tudo o que se disse sobre o episódio, Caio trouxe um enfoque confirmado pela repercussão na imprensa e capas das revistas semanais. “É assustador que tudo isso tenha se passado no âmbito do Poder Judiciário, justamente o Poder que serve pra pacificar conflitos e dar estabilidade ao país. Poucas vezes vi um amontoado de equívocos tão grande num espaço de tempo tão pequeno.”

A análise não é condescendente com nenhuma das personagens do caso. Nem com o desembargador de plantão, Rogério Favreto, crítico da Operação Lava Jato da Polícia Federal que investiga o caso e ex-filiado do PT de Lula por 20 anos, nem com o juiz Sergio Moro, que condenou o ex-presidente e extrapolou sua competência ao afirmar que o desembargador plantonista não tinha atribuição para mandar soltar Lula sob a alegação de fato novo das eleições.

Caio demonstra que Moro, como juiz de primeira instância, não tinha alçada para tentar corrigir o erro de um desembargador, de segunda instância, portanto hierarquicamente superior.

“Fato novo”? – Para o parlamentar, tudo não passou de estratégia dos deputados petistas para obter um outro fim, que não necessariamente a soltura. “Em momento algum eles acreditaram que o Lula sairia da prisão de forma definitiva. Eles sabiam que o ‘fato novo’ que eles traziam à tona era furado. A intenção dos deputados do PT foi uma só: convencer a opinião pública de que o Judiciário age para prejudicar o Lula, pra prejudicar o PT”, arremata.
“Política e Direito não combinam. Quando o Judiciário milita em nome de um partido –como fez o desembargador Favreto– ou de uma causa –como fez o juiz Sergio Moro–, a Justiça deixa de ser imparcial, deixa de ser Justiça”, conclui o vereador.